Resenha: Mosquitolândia

Oi, tudo bem com vocês?

Hoje vim falar de um livro que queria há muuuito tempo, finalmente achei que era a hora de ler ele, resolvi resenhar no blog. Esse ano não estou dando muita sorte com livro. Sinopses e capas legais, mas por dentro deixando um pouco a desejar.

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A capa parece de papel reciclado, achei muito bonita, a textura também é legal.

 

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Nesse livro somos apresentando a Mary, ou como ela gosta de ser chamada, Mim, uma adolescente de 16 anos que vive um momento difícil da sua vida, a separação dos seus pais, mudança de estado com seu pai e sua madrasta, depressão.

Apesar da distancia, Eve, mãe de Mim, sempre mandava cartas, porém durante três semanas nenhuma carta chega. Achando que sua madrasta estava escondendo , a jovem resolve fugir para visitar sua mãe, rouba dinheiro de Kathy, sua madrasta, e parte para a rodoviária da cidade.

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Dentro no ônibus, Mim conhece Arlete, uma senhora cheia de opiniões, conversa com poucas palavras porém incríveis. Carl, o motorista, é um senhor agradável, e quando um acidente no meio do trajeto acontece, mostra ser um herói.  Mim observa um senhor que tenta se aproximar, puxar conversa, que olha de um jeito estranho, O Homem do Poncho revela-se um ser sujo, que acha que suas ideias são as certas.

Mary resolve ficar um tempo em uma cidade, onde por acaso conhece Walt e mais tarde Beck. Juntos passam por situações intensas, a protagonista começa a pensar em que está em sua volta e não só com seu bem. Chegando no destino final, onde Mary encontra sua mãe, e termina o livro com pensamentos diferentes e muito mais madura.

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Eu gostei do enredo , história flui, é fácil de ler, não tem nada que prenda muito a atenção.  Algo que incomoda, é o jeito da personagem principal, ela é muito chata, só pensa nela, irritante, grossa, mal educada. Pensa só nos objetivos delas, não se preocupa em saber quem são as pessoas em sua volta, nem tenta fazer um esforço para aceitar sua madrasta. Os personagens secundários são um pouco vazios, não sabemos de onde vem e para onde vão, não se incomodam com o fato de Mim não se importar com o destino deles. Nas últimas  (beeem lá nas últimas), a personagem muda seu comportamento e se abre mais para  aceitar as pessoas que a rodeiam.

O ponto do livro que eu achei muito sem noção, é o escritor por a depressão como algo opcional, tem quem quer, em uma das últimas cenas, Mim joga seu frasco de remédios pela janela, como se ela decidisse que daquele momento sua depressão não existisse mais. Particularmente, não gostei, convivo com pessoas depressivas, e mesmo com a doença controlado não podem parar com remédio sem a consulta de um médico. Achei um grande erro essa parte no livro.

Por hoje é isso.

Até mais <3

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4 comentários sobre “Resenha: Mosquitolândia

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