Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin

OI, tudo bem?

Hoje vou falar de um livro com uma temática um pouco diferente, envolvendo assuntos polêmicos e um final que vale a pena todo o livro.

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O livro foi escrito por Lionel Shriver, tem 463 páginas que são dividas em cartas onde Eva relembra para seu marido como era  a vida com seu filho Kevin, um adolescente com 16 anos, um tanto problemático desde a infância.

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Eva e Franklin são um casal comum americano, trabalham, tem um casa confortável, porém o marido insiste em ter um filho para ‘se tornarem uma família completa’, enquanto a esposa não acha que seja a hora e nem que ela esteja preparada psicologicamente. Sendo a fundadora de uma empresa de guias turísticos, pensa em como conseguiria alternar entre trabalhar e cuidar de uma criança. Aqui temos o primeiro assunto difícil. de ser tratado, a pressão que a sociedade faz em cima, principalmente das mulheres , para logo que casarem serem mães e criarem os filhos. (Ps- gostaria de deixar aqui algo que achei um tanto absurdo de ter escutado de uma pessoa do meu bairro, onde  disse que: a culpa do mundo está assim (várias coisas ruins acontecendo) é que as mães deixam os filhos em escolas e vão trabalhar, ao invés de ficar em casa. Eu fiquei muito, mas muito indignada com a fala dessa pessoa.)

Com argúcia, a mãe relata lembranças de seu relacionamento com Franklin, um americano padrão. Relembra a decisão de abandonar suas funções de fundadora de uma empresa de guias de turismo. Eva reexamina tudo: desde o medo de ter um filho até o parto do bebê indócil que assustava as babás […] E a felicidade de ter, depois do primogênito, uma filha desejada  amável.

Após a insistência do marido, Eva fica grávida de um menino,  o parto foi algo muito fácil, nos primeiros anos de vida de Kevin, já apresenta comportamento conturbado, sendo muito mal educado, falando palavrões, destruindo brinquedos, ainda com quatro anos utiliza fraldas, colocando sua mãe em situações embaraçosas, desde pequeno podemos perceber que o menino já não é nada santo, conseguindo desde muito novo armar situações de constrangimento e manipular seu pai. Em uma das cenas do livro, Eve em seu home office coloca na parede vários mapas de lugares que ela foi ou gostaria de visitar, vendo a felicidade de sua mãe, Kevin rabisca toda a parede . Diversas babás foram chamadas para cuidar do garoto, mas nenhum aguentou ficar muito tempo, devido as frequentes traquinagens e palavreado de baixo calão do garoto.

Vamos acompanhando através das cartas como o garoto vai crescendo, certa vez subiu ele e alguns amigos em um passarela para pedestre e jogam pedras nos carros que passam, um pouco mais a frente, descobrimos que ele possui vários vírus de computadores.

Em um momento, Eva torna-se mãe novamente, dessa vez de um garotinha, totalmente o oposto de seu irmão. Essa gravidez aconteceu de forma mais tranquila porém não tao aceita por Franklin. Nasce uma garota amável, com comportamento normal.

Um dos presentes que Kevin ganha, é um conjunto de arco e flechas, que mais a frente do livro serve para ele arquitetar um plano de ‘vingança’ contra seus colegas de escola.

Discute casamento e carreira; maternidade e família sinceridade e alienação. Denuncia o que há de errado com culturas e sociedades contemporâneas que produzem assassinos mirins em série e pitboys. Com isso, a autora carrega em um, thriller psicanalítico no qual não se indaga quem matou, mas o que morreu. Enquanto tenta encontrar respostas para ”onde foi que eu errei?”, a narradora desnuda, assombrada, uma outra interdição atávica: é possível odiarmos nossos filhos?

Sobre o livro, ele é muito cansativo de ler, a forma de escrita é difícil de entender, precisei voltar várias vezes as páginas para poder entender a história, os personagens principais são intensos, os secundários nem tanto. Aborda temas muito importantes, como já dito, a questão da pressão para a mulher ser mãe, crianção de filho enquanto um casal, quando um diz que sim e outro não. A culpa que os país levam por atitudes dos filhos mesmo que não sejam os responsáveis. O cansaço emocional e físico causado por uma gravidez não tão desejada.E como algumas pessoas já nascem com uma índole não legal, sendo difícil  para algumas pessoas acreditar que isso não é culpa dos pais, e eles acabam sofrendo tanto pelo filho  quanto pelos julgamentos.

É muito intenso  , não é uma leitura relaxante, a história é ótima, somente na última carta descobrimos o que realmente aconteceu,  eu achei que valeu a pena  ter lido o livro, mesmo em vários momentos sendo um pouco arrastado. Não é um livro fácil, não são todos que gostam, o começo e várias partes são chatas mesmo, mas a história e o que há por trás dela chama a atenção. O final deixa o leito com várias dúvidas, por que só a mãe? e tantas outras perguntas.

Espero que tenham gostado, até mais <3

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8 comentários sobre “Resenha: Precisamos falar sobre o Kevin

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